quarta-feira, 18 de maio de 2011

obrigado


grande ócio criativo acompanhado de um dia chuvoso e frio, com muita comida, cobertor e amigos.

contemplação ao nada, por favor.

terça-feira, 17 de maio de 2011

irmã



eu nunca deixei de te querer,
muito menos de te ter.
você é minha,
eu ainda sigo os seus passos,
e quero seus abraços.

cuida de mim
cuido de ti.

amor fraterno este que nasce e renasce sempre,
amor eterno.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

imagem distorcida


o frio chega assim,
sem avisar.

inesperada sensação boa que retorna
e que não precisa de descrição poética alguma,
muito menos qualquer anúncio.

ele se diz por completo,
ele nos completa.

qualquer gota vira gelo,
qualquer sentimento permanece.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

go

que eu estou sempre a correr,
seja pra onde for,

que eu cresci,
e o menino de antes
é o menino de antes.

verdades que não parecem
e eu que quero a compreensão.

estou atrasado

segunda-feira, 9 de maio de 2011

ver(melho)


do que me adianta escrever sobre os mais diversos olhares?
a quem eles pertencem?
qual a cor do rascunho esboçado?
de que forma eles entram em você?
a força que eles exercem te aflige?
você é capaz de suportá-los?

sem
necessidade.

domingo, 8 de maio de 2011

02:22

o vento lá fora grita, ele quer entrar.
abro a janela, já é noite, ele entra.

o vento aqui dentro grita, ele entrou.
fecho a janela, ainda é noite, ele permanece.

o vento presente sussurra, ele quer ficar.
guardo-o, noite, aqui.

(mas o real, o real mesmo é tudo aquilo que meu corpo sente agora. Gotas de desejo, saliva de vontade. O real mesmo é eu na minha cama ao seu lado.)

Preparar, congelar,

mais uma foto qualquer,
nada que você queira entender.

(um salto talvez)

iogurte com granola

como estás?

você paralisa, olha ao redor e pensa.
escuridão, não é mesmo?
enxerga algumas luzes, mas elas estão longe demais.
olha para o balançar das árvores, mas nem a mão consegue mover.
sente aquele frio, mas nem manta tem para se cobrir.

como estou?

bem, normal, como sempre.

(quando questionado, mais um clichê)