quinta-feira, 9 de junho de 2011

momento meu

eu já não me sobreponho, eu já não me correspondo.
preciso de um outro eu, mais novo, mais seguro de si.
confusão demais para essa cabeça pouco pensante.
objetividade, luz e o que?

já não consigo lembrar e deitar como antes.
vocês todos aparecem e reaparecem.
sem tranquilidade alguma,
sem tempo,
sem dinheiro,
sem mim.

eu já não me correspondo, não me sobreponho.
eu preciso, eu quero, eu eu eu.
grosseria que não me atinge,
deixa fluir,
deixa que acabem,
que matem.

Risadas não disfarçadas,
filme dublado
e manipulado.

(eu meu e mim)

terça-feira, 31 de maio de 2011

mulher

em tuas mil faces



és a única.

criação


meu rabisco definido te modela.
queria eu que fosse sempre assim.
queria eu que você gostasse que fosse sempre assim.

lamento agora o não te ter, pequeno.
tiro de ti essa gota, sem mais enganos.

(não) fica.

Não diz que vai embora e fica.

teu reflexo rebate, explode e se espalha.
e quanto me toca..

ah, pequeno, você me conhece..
não serias capaz de agir assim.
ou serias.

fazeis pior então,
rasga e acaba.

(e volta)

ponta de mim


tantos de nós aqui, queimando pontas de uma pequena revolta indomável,
que nos rodeia sem limites,
nos cala e faz calar.
rodopia pelo ar
e cai estirado
em três partes.

tantos de nós aqui, queimando pontas de uma pequena mente inquestionável,
que cresce em abundância,
nos fortalece,
tenta dar o passo,
mas se perde aos
amassos.

tudo igual, fluxo contínuo..

segunda-feira, 30 de maio de 2011

postagem a dois

tão pequeno, não?
quando demonstra algo tão sensível e tão necessário..
pura bobagem, todos diriam.

risadas infinitas, sem um pingo de pena.
ao redor: olhares indiscretos,.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

intitulado sonho em vão



o toque fanático aos pés da menina moça.
sem botas de veludo, sem sapatinho cor de amarelo ovo.
gota cristalina feito água que desagua (s) em direção.
nostalgias momentâneas, saudade daqueles dias.

até mesmo.. daquelas duas..
quanta coisa, não é mesmo.

e meus dedos gélidos
continuam gélidos.
quase inverno,
folhas ainda caídas,

mas nada a desabrochar.

alcool, um pouco.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

toque indiscreto


e o que destrói é essa sensação
estranha, grotesca e nojenta
que eu sinto.

é essa vontade que não vem de mim.
(mas que me completa e me transforma)

não eu, nem você, nem ele.

quero desenho colorido
em foto 3x4
com um pé só.

quero cabelo desarrumado ao vento
ao lado de uma companhia qualquer,
mas que seja boa.

poder acordar todo dia e sorrir
e não sentir..
e não poder.

apenas o querer já basta,
sai da mesmice alheia
e incorpora minha mente.

indigno
sem fluidez
com cheiro de saudade

e gota de cansaço.

(nunca acaba, sempre mais e mais, sem saber como.)