(cor)
segunda-feira, 16 de maio de 2011
imagem distorcida
o frio chega assim,
sem avisar.
inesperada sensação boa que retorna
e que não precisa de descrição poética alguma,
muito menos qualquer anúncio.
ele se diz por completo,
ele nos completa.
qualquer gota vira gelo,
qualquer sentimento permanece.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
go
que eu estou sempre a correr,
seja pra onde for,
que eu cresci,
e o menino de antes
é o menino de antes.
verdades que não parecem
e eu que quero a compreensão.
estou atrasado
segunda-feira, 9 de maio de 2011
ver(melho)
do que me adianta escrever sobre os mais diversos olhares?
a quem eles pertencem?
qual a cor do rascunho esboçado?
de que forma eles entram em você?
a força que eles exercem te aflige?
você é capaz de suportá-los?
sem
necessidade.
domingo, 8 de maio de 2011
02:22
o vento lá fora grita, ele quer entrar.
abro a janela, já é noite, ele entra.
o vento aqui dentro grita, ele entrou.
fecho a janela, ainda é noite, ele permanece.
o vento presente sussurra, ele quer ficar.
guardo-o, noite, aqui.
(mas o real, o real mesmo é tudo aquilo que meu corpo sente agora. Gotas de desejo, saliva de vontade. O real mesmo é eu na minha cama ao seu lado.)
Preparar, congelar,
mais uma foto qualquer,
nada que você queira entender.
(um salto talvez)
iogurte com granola
como estás?
você paralisa, olha ao redor e pensa.
escuridão, não é mesmo?
enxerga algumas luzes, mas elas estão longe demais.
olha para o balançar das árvores, mas nem a mão consegue mover.
sente aquele frio, mas nem manta tem para se cobrir.
como estou?
bem, normal, como sempre.
(quando questionado, mais um clichê)
sábado, 7 de maio de 2011
foto
desmorona, vem à tona.
sempre nós
como ser o mais sincero possível?
subjetividade alguma seria possível para mostrar de forma clara o quanto eu sinto.
as horas mal dormidas esperando eu chegar.
o peso insistente para aguentar.
brigas sem motivo, manias despedaçadas.
o meu mau humor, a sua compreensão.
o seu conhecer, o meu reconhecer.
você como raiz e eu como pássaro que quer voar.
dezoito anos ao seu lado.
sempre eu e você,
sempre tão nós.
daquele jeito,
desse jeito,
do outro jeito,
das inúmeras possibilidades de (sobre)viver,
você sempre me manteve
ao teu lado
contigo
em ti
no teu maior anseio.
palavras finas demais,
o amor como unidade.
eu quero sempre,
eu prezo,
eu suplico,
eu reconheço,
eu como filho,
tu como mãe, me amando
e sendo sempre amada.
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