sábado, 7 de maio de 2011

foto

desmorona, vem à tona.

sempre nós



como ser o mais sincero possível?

subjetividade alguma seria possível para mostrar de forma clara o quanto eu sinto.
as horas mal dormidas esperando eu chegar.
o peso insistente para aguentar.
brigas sem motivo, manias despedaçadas.
o meu mau humor, a sua compreensão.
o seu conhecer, o meu reconhecer.

você como raiz e eu como pássaro que quer voar.
dezoito anos ao seu lado.
sempre eu e você,
sempre tão nós.

daquele jeito,
desse jeito,
do outro jeito,

das inúmeras possibilidades de (sobre)viver,
você sempre me manteve
ao teu lado
contigo
em ti
no teu maior anseio.

palavras finas demais,
o amor como unidade.

eu quero sempre,
eu prezo,
eu suplico,
eu reconheço,
eu como filho,

tu como mãe, me amando

e sendo sempre amada.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

elefante colorido



e é aquela coisa que a gente sente e tem certeza.
a conversa do nosso corpo, nossa missão tão nossa.

reencontre-me sempre e sempre e sempre..
libere o doce da saudade,
me ame todos os dias
como quem sabe - e tem a certeza- de que te amarei.

Um lá, outro acolá
mãos nem sempre juntas,
mas o te querer
sempre que eu puder.

entenda-me sempre,
porque assim
posso escrever e falar
o quanto eu quiser,
e saber que vai ter alguém pra me escutar


e me compreender
e me responder
e me tomar.


aquilo tudo
aqueles dois,

se isolando
se escondendo
se camuflando

e é..

aqueles dois.

domingo, 1 de maio de 2011

mas, podes não lembrar mais?

Desenhos descoloridos deixados desengonçados ao chão. Partido em dois, em sete, em nove, em vento sem direção. A espera infinita em cor de quadrinho infantil. Folhas secas ao redor, muitas falas a se entregar. Detalhes desconexos, congelados quase sem ritmo. Ruídos de uma paisagem já esquecida.


Distantes demais.


A mão que aperta, os cabelos que voam e os olhos que descobrem. Prontos para ir. Buracos profundos, palavras quaisquer. Mente que sente e não pensa, mente que mente. Paredes distorcidas e pautadas. Notas não musicais, e chaves que nao abrem nada. E aquelas vidas que antes estavam juntas, hoje choram a sós?


Voce sem ela.


Abre a janela, enxugue toda essa chuva, desdobre seus desejos. O que mais te provocaria agora? Telhados de paris, contato próximo demais. Uma última palavra e a exaltação de toda uma situação, uma historia, um laço. Proibido a passagem de pedestres e voce se joga. Assim acaba? Entao voce se vê, você se enxerga, e você não quer a sua própria presença.


Um último gole e a falta de atenção.

segunda-feira, 21 de março de 2011

peso

marca marcada, simples - degolada.

domingo, 13 de março de 2011

tinha acabado a tinta

fazia tempo.

a mão tocou, alisou e se manteve..
e ela não quis mais,
e ela não mais nova,
e ela não mais dele.



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

com

há quanto tempo você não abraça sua mãe?

sem ritmo,

termino.